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São de coisas assim que quero falar com você, meu amigo — cinema, literatura, música, vida. Que enorme desgaste trocar najices — gastar um cartão lindo daqueles (que vou ter que jogar fora, sorry, é muito ofensivo) mais selo, sem falar na produção sempre euxastiva de enfrentar os correios paulistanos — de hemisférios opostos. Ah, Guilherme, não me envie mais coisas assim. Não escreva nada, não nos procuramos mais: um dia nos cruzamos por acaso, de repente, e então vemos o que aconteceu a nossos rancores e reagimos de acordo com isso. Mas se você quiser me contar das suas funduras, e não apenas defender-se — e os amigos são, sim, para trocar abismos — então me escreva 10, 100 páginas, e eu responderei com calor, com carinho, com toda amizade que realmente sinto por você."
do livro: Cartas (continuação)
"A Guilherme de Almeida Prado